A semana foi marcada por duas movimentações da própria ANPD. A Agência lançou o 6º volume da série Radar Tecnológico, dedicado inteiramente a deepfakes: o documento técnico brasileiro mais direto até hoje sobre IA generativa, dados pessoais e violência digital. No mesmo dia, o diretor-presidente da ANPD deu declarações públicas delimitando até onde vai a nova competência da Agência sobre plataformas digitais, no contexto dos Decretos nº 12.975 e nº 12.976.

Na prática, essas duas movimentações indicam o que a autoridade está observando e o que tende a ser cobrado das organizações brasileiras nos próximos meses: com efeito mais direto sobre o dia a dia de conformidade do que os alertas internacionais de vulnerabilidade divulgados no mesmo período.
Ponto de atenção da semana: o Radar Tecnológico sobre deepfakes é material de trabalho, e não apenas de leitura. Ele mapeia riscos concretos: uso não consensual de imagem, fraude por clonagem de voz e vídeo e desinformação: que já podem orientar avaliações de risco, políticas internas e ações de conscientização nas organizações.